sábado, 27 de abril de 2013

E quanto há no coração de quem é diferente?



As diferenças, entre as pessoas são diversas desde a cor da pele, olhos, cabelos e bem mais no que concerne a psique. Quantos de nós já se descobrimos diferente em reações, ânimo para fazer algo, força de vontade e até mesmo medo de uma simples injeção? Imagine você que na idade adulta isso não é problema algum. Tem-se medo é fobia. Se não tem ânimo é depressão, se falta força de vontade são debilidades da personalidade. E tudo isso uma só solução: Terapia. Agora imagine sentir isso tudo junto. Sim! Tudinho. Medo, desmotivação e pouca ou nenhuma força de vontade. E por ventura ainda ser uma criança. O que mesmo as crianças fazem com esses problemas? A quem recorrer? Como podem demonstrar isso e pedir ajuda? É! As dificuldades psicológicas deles são bem mais complexas porque não reconhecem sintomas e nem tão pouco sabem expressar em palavras. As crianças em geral passam por boa parte desses problemas sozinhos. A gente sempre trata como mimo demais, rebeldia, falta de atenção, preguiça e tantas outras coisas que é bem mais fácil se pensarem de crianças fisicamente normais. Aliás, sem qualquer anomalia ou síndrome aparente na sua fisionomia. Às vezes acho que os que já trazem em seu gene essa especial particularidade que se exterioriza no rosto são mais felizes. De fato não há diferença entre eles e outras crianças, chamamos de especiais por todo esse apelo do mundo de tratar de diferenças mais do que de gente. Porém esses pequenos são cheios de emoções lindas, extremamente amorosas e a única coisa que precisam a aprender de fato é a não ser tão verdadeiros. Comumente eles não guardam, nem sufocam nada. Nem amor, nem raiva. São temperamentais para nos humanos. Mas para quem os criou são humanos mais verdadeiros que nós. Estou mostrando essa relação para ter um parâmetro para ser entendida, quando falo que a dificuldade das crianças não especiais são bem maiores. Todo mundo fala de hiperatividade, déficit de atenção e soa tão bonito em inúmeros textos que analisam a gente como se fosse tudo igual e ao mesmo tempo não chegam a qualquer parâmetro sobre tratamentos e no que todos esses pequenos tem em semelhança. É uma estupidez! Falar de gente e criar diagnósticos e ao mesmo tempo viver em um mundo onde não há ninguém igual. Nenhuma doença ou síndrome vai se manifestar igual no meu e no seu corpo. Isso é fato. Podemos morar na mesma casa e pegar o mesmo vírus de uma gripe, mas você pode sentir muito mais sintomas que eu. É assim com as síndromes e dificuldades psicológicas. Por favor, psicólogos e psicopedagogos só com esse leigo principio dá para ter certeza que esta tudo errado. Desde muito pequenas crianças com TDAH são tratados sem distinção por drogas fortíssimas. Quem seja o mestre ou doutor que me diga que não eu não acredito porque eu vi meu filho dopado com essas drogas. Elas viciam sim, causam dependência e em um prolongado tratamento vão ter de ser substituídas por drogas ainda mais fortes. Um detalhe muito interessante a esse respeito é que quase sempre quem usa esses medicamentos na infância, cria na vida adulta outros tipos de dependência. É muito comum serem os futuros dependentes químicos de drogas que por alguma razão só diferem das outras porque são ilícitas. De fato, a lombra chega ser a mesma. Eu não to aqui tentando levantar bandeiras contra a medicação, os tratamentos e etc. Minha causa é outra. A individualização dos diagnósticos. A maior orientação por parte dos profissionais de saúde a fim de saber ajudar a nós pais a acolher e, a saber, orientar e criar bem nossos filhos. Especiais ou não. Com TDAH ou simples distração. Meu filho tem nove anos hoje e entre tudo que passamos juntos, médicos, exames, escolas e orientação psicológica e espiritual. Ninguém até hoje tratou do meu filho como um ser individual e único, ninguém pesquisou dentro dele, estão muito ocupados com os livros e as respostas prontas. Ninguém me orientou. E principalmente; Ninguém o orientou, deu atenção verdadeira ou simplesmente o perguntou como se sentia. A não ser eu, a não ser eu e meu coração de mãe, que olhos em seus olhos todos os dias como que o pergunta o que há por dentro, e carrego na minha alma a mais profunda dor de não saber como ajudar. Ele hoje esta fora de faixa, no terceiro ano, porque entre outras negligencias, sofreu diferenciação no seu aprendizado por parte de educadores que não se instruem e nem entendem nada da verdadeira lição a ser oferecida. A da igualdade. Ele já foi taxado como sem jeito por tanta gente que não se reconhece como se elas é que fossem um caso á parte. Quem é humano de verdade, profissional de verdade, não desiste se determina. E no caso de educadores e psicopedagogos, estes é que mais ainda deveriam se comprometer a agarrar até o final essa luta contra as diferenças e em prol da inclusão. Tenho vergonha por eles. Eu enquanto paciente, mãe e pessoa que busca auxilio me envergonho por esses profissionais. Não to aqui taxando todos, mas até agora não tive sorte. Como outras mães não vejo tantas saídas para meus questionamentos sobre meu filho. A não ser esperar que ele cresça. Afinal, do lado de cá parece tudo mais fácil. Ao menos a gente grita, cria caso e tem ajuda nem que seja por pena daquele coitado. Tão bonito (a), de família “Como dizem” e cheio de problemas. Ao menos as pessoas se compadecem e procuram ter mais paciência e caridade. Hoje na vidinha dele, se grita, se irrita, vai para o castigo. Se chora e se revolta é porque é atrevido e por isso também é castigado. Se não se socializa ou se chama atenção demais é inconveniente e mal educado. E quando nada dá certo para que ele se adapte a nova escola e estrutura educacional também lá desistem dele. Fácil assim. Difícil é pra mim e pra ele.
Amo-te, filho exatamente porque é diferente!

Lia Joca

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